Valle da Gafaria / AIA



O Archaeological Institute of America financia um projecto liderado por Maria Teresa Ferreira dedicado ao estudo dos indícios de violência nos vestígios osteológicos da população de escravos africanos recuperados em 2009 pela Dryas no âmbito da minimização de impactes arqueológicos da construção do Parque de estacionamento do Anel Verde, em Lagos.

O Valle da Gafaria (Lagos, Portugal) consiste num dos mais relevantes sítios arqueológicos acerca da Época moderna escavados em Portugal, em contexto de Arqueologia de salvamento, nos últimos anos, tendo até conhecido recentemente uma atenção particular da comunicação social nacional, de resto reproduzindo no essencial os termos de uma polémica anterior na própria cidade de Lagos

Este sítio, cujo relevo científico vem motivando desde a data da conclusão da sua escavação, em 2009, um longo esforço de investigação partilhado sobretudo entre a Dryas e o Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, justifica o início de uma nova fase de trabalhos.

Com efeito, teve início hoje mesmo a análise laboratorial de um conjunto de esqueletos de indivíduos adultos da série recuperada pela equipa Dryas no Valle da Gafaria que visa identificar e caracterizar as marcas de violência presentes nos esqueletos desta série osteoarqueológica, com base numa cuidada revisão dos parâmetros do perfil biológico e da caracterização do estado de preservação do esqueleto pós-craniano destes indivíduos.

Este estudo enquadra-se no projecto Evidence of violence and maltreatment in the 15th-17th centuries: African slaves buried at Valle da Gafaria (Lagos, Portugal), dirigido pela antropóloga Maria Teresa Ferreira e financiado pelo Archaeological Institute of America.




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