Mestrados de Antropologia



Setembro foi um mês particularmente produtivo em termos de resultados científicos, tendo sido defendidas várias das dissertações de Mestrado em Evolução e Biologia Humanas desenvolvidas no passado ano lectivo, todas com excelentes resultados.

Os esqueletos dos escravos africanos que foram escavados, em 2009, no antigo Valle da Gafaria, em Lagos, foram mais uma vez objecto de estudo. Para o seu mestrado, Alexandra Costa analisou os padrões de crescimentos dos indivíduos que pereceram antes de completar a idade adulta. As rudes condições de vida destas crianças e jovens deixaram marcas nos seus esqueletos que foram analisadas e serviram de base para entender como o seu crescimento e o seu desenvolvimento aconteceram.

Joana Paredes também se debruçou na questão do crescimento e desenvolvimento, mas desta vez em idades ainda mais jovens, os infantes abandonados na Roda da Santa Casa da Misericórdia de Faro, escavados em 2006. À época, a ausência das modernas soluções de sustento de um recém-nascido órfão favoreciam uma elevada taxa de morbilidade infantil, espelhada nas várias lesões ósseas identificadas, e, por consequência, numa igualmente elevada taxa de mortalidade durante os primeiros anos de vida.

As quatro necrópoles escavadas em 2006 – Sta Maria do Castelo, Largo de São Martinho, Largo de Santiago Rua Silva Gouveia – forneceram a quase totalidade do espólio osteoarqueológico conhecido de Pinhel. O seu estudo paleobiológico foi efectuado pela Carla Ribeiro que conseguiu caracterizar a população de Pinhel durante as épocas Medieval e Moderna no que concerne a sua alimentação, a sua saúde e até levantar o véu acerca das suas actividades diárias e ocupações laborais.



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