Doutoramento em Antropologia forense



"Para lá da morte: Estudo tafonómico da decomposição cadavérica e da degradação óssea e implicações na estimativa do intervalo pós-morte" é o título da tese de Doutoramento em Antropologia forense de um dos elementos da equipa da iDryas, cujas provas tiveram lugar no passado dia 8 de Janeiro.

A aplicação dos princípios da Tafonomia ao estudo de restos cadavéricos humanos norteou a investigação que abordou questões relativas às alterações dos ossos, à preservação dos elementos esqueléticos, à decomposição cadavérica e à sua relação com o tempo decorrido desde a morte. Esta pesquisa teve um carácter inovador pois foi a primeira vez que em Portugal se fez uma abordagem sistemática ao estudo da decomposição cadavérica e da esqueletização.

O conhecimento dos processos de decomposição cadavérica, das suas fases e da sua variabilidade, é essencial para a interpretação dos contextos e sítios de deposição, e para uma correcta estimativa do intervalo pós-morte, ajudando na identificação de indivíduos desconhecidos em casos forenses, e até em contextos arqueológicos. O entendimento dos processos de decomposição é também relevante para a gestão funerária, particularmente em países como Portugal, cujos cemitérios estão sobrelotados.

A análise de 214 casos demonstrou a variabilidade inerente ao processo de decomposição cadavérica e a impossibilidade de estimar o intervalo pós-morte apenas com base nas alterações cadavéricas e, sobretudo, em restos esqueletizados e incompletos.



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