Arqueotanatologia e Escavação



A Arqueotanatologia e o Protoloco de recuperação de vestígios osteológicos Dryas / Styx / DCV-UC: o caso específico dos sepulcros colectivos foram os temas das aulas leccionadas na passada 6ªf por duas antropólogas do grupo Dryas Octopetala.

No âmbito da disciplina de Antropologia funerária, leccionada pela Professora Ana Maria Silva, do Mestrado de Evolução e Biologia Humanas, e seguindo a tradição dos últimos anos, duas das antropólogas do grupo Dryas Octopetala deram duas aulas.

Preparando os alunos para as problemáticas do estudo de sepulcros colectivos, muitos dos quais escavados à várias décadas, que abordarão no decorrer deste semestre, Maria João Neves apresentou detalhadamente o Protocolo de recuperação de vestígios osteológicos Dryas / Styx / DCV-UC, que aporta uma perspectiva dinâmica à interpretação funerária, ao fundamentar-se nos conceitos-chave da Estratificação e da Arqueotanatologia.

Os resultados até agora obtidos com esta metodologia comprovam que a escavação de sepulcros colectivos orientada por estes princípios e fazendo uso de tecnologia de ponta na documentação do registo arqueológico – SIG, Imagens 3D e Geofísica – é traduzida num incremento da capacidade dos investigadores de ler e decifrar os gestos funerários do passado. De forma a salientar a aplicação deste protocolo no caso específico dos sepulcros colectivos recorreu-se ao exemplo da intervenção efectuado no Monte do Carrascal 2.

Uma vez que um dos conceitos-chave em que se baseia o protocolo é a Arqueotanatologia, esta foi objecto de uma das aulas, leccionada por Maria Teresa Ferreira, que abordou a sua origem, a sua utilidade, os conceitos e como aplicar a Arqueotanatologia em campo e no laboratório.



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