Arqueologia da escravatura



A iDryas participou no encontro Archéologie de l'esclavage, organizado pelo INRAP, em Paris, que reúne especialistas dos diversos pontos geográficos envolvidos no tráfico negreiro.

Centrada até há poucos anos no estudo dos vestígios materiais dos grupos dominantes e colonizadores, foi só recentemente que no âmbito da Arqueologia Moderna se assistiu ao nascimento duma nova área: a Arqueologia da Escravatura.

A escavação de um número crescente de sítios muitos dos quais – à semelhança do Valle da Gafaria – intervencionados no quadro de operações de Arqueologia preventiva e de salvamento, motivou o desenvolvimento desta nova abordagem centrada no estudo directo das evidências materiais que testemunham a escravatura colonial.

Neste colóquio internacional, denominado “Archéologie de l’esclavage colonial”, realizado no Musée du Quai Branly, em Paris, foram apresentados numerosos sítios – portos de desembarque, quilombos, plantações, necrópoles em diversos pontos do planeta ou locais de refúgio em África que as populações locais utilizavam para escapar ao cativeiro – que nos dão conta da amplitude e das repercussões que o tráfico negreiro teve quer nas comunidades de origem (nativas americanas ou africanas) quer na constituição do mundo novo moderno e contemporâneo, que surgiu após este contacto.

Diversos meios da comunicação social – com destaque para o jornal diário Le Monde – deram notícia (p. ex. LINK ) e amplo destaque à realização deste encontro científico, salientando a importância da documentação da diáspora africana na formulação das entidades contemporâneas.



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