11º Congresso Nacional de Medicina Legal



Participámos no 11º Congresso Nacional de Medicina Legal com a apresentação de dois pósters.

A 11ª edição do Congresso Nacional de Medicina Legal (LINK) decorreu no passado fim-de-semana (9 e 10 de Novembro) em Évora, onde a equipa do iDryas-GAPlab apresentou dois pósters.

Um dos trabalhos apresentou os resultados da aplicação do Fordisc 3.0 a uma amostra de crânios com o objectivo de testar este programa numa colecção osteoarqueológica única, de escravos trazidos para Portugal nos sécs. XV e XVII, exumada em Lagos. O contexto arqueológico e as características morfológicas destes indivíduos não deixam dúvidas quanto à sua ancestralidade negróide. No entanto, os resultados obtidos através do Fordisc 3.0 são dispares, havendo espécimes de facto classificados como negróides, enquanto outros foram classificados em distintos e diversos grupos populacionais. Os resultados reflectem a incapacidade do Fordisc 3.0 em classificar correctamente a ancestralidade destes indivíduos, demonstrando ser uma ferramenta que deve ser usada com muita prudência na Antropologia forense. Este póster baseou-se na dissertação de Mestrado em Evolução e Biologia Humanas (FCTUC) de uma das autoras, desenvolvida no iDryas-GAPlab.

O outro trabalho debruçou-se sobre as dificuldades em estimar o intervalo pós-morte (PMI) com base no estado de decomposição cadavérica. Através do estudo retrospectivo de casos, de indivíduos identificados e PMI conhecido, do Serviço de Antropologia Forense da Delegação Sul do INMLCF.IP. Caso não existisse informação circunstancial acerca do PMI, esse não teria sido obtido através da análise dos restos cadavéricos analisados, nem recorrendo às metodologias descritas na literatura, nem mesmo se comparados com outros em condições de deposição similares.


Anexos:

Será credível estimar o PMI em restos cadavéricos em avançado estado de decomposição?

Fordisc 3.0 testado em escravos africanos


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