Qta. da Torrinha/Maias



A Dryas Arqueologia está a concluir os trabalhos de Arqueologia Preventiva realizados no âmbito da empreitada de criação de um acesso pedonal à Quinta da Torrinha ou dos Maias, em Góis.

Deste 13 de Janeiro de 2014 que a Dryas Arqueologia desenvolve trabalhos de acompanhamento arqueológico na empreitada de construção de um novo acesso pedonal à Quinta da Torrinha ou dos Maias, em Góis, promovidos pela Câmara Municipal de Góis.

A presente empreitada, implantada na Rua Adelino da Costa Alves Ribeiro, nas imediações da Igreja Paroquial de Góis (protegida no âmbito do Decreto de 16-06-1910, DG nº 136, de 23-06-1910), decorre da necessidade de proceder à reconstrução, com recurso a materiais e técnicas de construção tradicionais, do muro delimitador da Quinta da Torrinha ou dos Maias, que ruiu na sequência de um intempérie.

Dos trabalhos de acompanhamento arqueológico desenvolvidos até ao momento resultou a identificação de vestígios arqueológicos enquadráveis em Época Moderna/Contemporânea: uma estrutura em pedra seca, relacionada com a delimitação anterior a oeste da parcela; uma estrutura em pedra de xisto agregada por argamassa de terra, também relacionada com uma anterior delimitação da parcela; uma possível conduta em pedra; e restos de pisos em argila. As evidências arqueológicas postas a descoberto não sofreram quaisquer afectações pelos trabalhos de engenharia em curso, tendo-se procedido à sua protecção com manta geotêxtil após o seu devido registo.

Durante os trabalhos de escavação mecânica para a abertura da área necessária à construção do novo muro e do acesso à parcela da Quinta da Torrinha foi reconhecida uma estratificação marcada pela presença de aterros relacionáveis com a construção de socalcos na parcela da Quinta da Torrinha ou dos Maias para permitir as práticas agrícolas. Estes aterros integram materiais cerâmicos enquadráveis em Época moderna/Contemporânea: grande quantidade de fragmentos de cerâmica de construção (telha canuda), fragmentos de azulejos hispano-árabes, fragmentos de cerâmica vidrada, fragmentos de cerâmica comum, fragmentos de faiança do século XX e fragmentos de faiança de produção coimbrã enquadrável nos séculos XVIII e XIX.



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