Quinta da Torrinha



A integração na ZEP da Igreja Matriz de Góis determinou a necessidade de minimização de impacte patrimonial das obras de reparação do muro da Quinta da Torrinha, revelando-se estruturas e materiais arqueológicos relevantes para a história Moderna/Contemporânea do local.

Estão concluídos os trabalhos de acompanhamento arqueológico no âmbito da empreitada de criação de um novo acesso pedonal à Quinta da Torrinha ou dos Maias, em Góis.

Esta empreitada, implantada na Rua Adelino da Costa Alves Ribeiro, nas imediações da Igreja Paroquial de Góis, decorre da necessidade de proceder à reconstrução, com recurso a materiais e técnicas de construção tradicionais, do muro delimitador da Quinta da Torrinha ou dos Maias (protegida no âmbito do Decreto de 16-06-1910, DG nº 136, de 23-06-1910), que ruiu na sequência de um intempérie.

Eram objectivos fundamentais da intervenção a avaliação do potencial arqueo-estratigráfico do local e a minimização de quaisquer impactos negativos sobre o património que pudessem resultar da escavação mecânica necessária aos trabalhos de engenharia a desenvolver no local. 

Dos trabalhos de acompanhamento arqueológico resultou a identificação de vestígios arqueológicos enquadráveis em Época Moderna/Contemporânea:

- uma estrutura em pedra seca, relacionada com a delimitação anterior a oeste da parcela;

- uma estrutura em pedra de xisto agregada por argamassa de terra, também relacionada com uma anterior delimitação da parcela;

- uma possível conduta em pedra; e

- restos de pisos em argila.

Pese embora o carácter restrito desta intervenção, estes resultados vêm enriquecer o corpo de dados para a compreensão da história do local e da organização do espaço circundante da Igreja Matriz de Góis (/Igreja de Santa Maria Maior), classificada como monumento nacional.



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