Colorimetria de edifícios



No quadro de um projecto global de reabilitação urbana da Baixa de Coimbra, a Dryas acaba de realizar para a Fundbox um estudo colorimétrico de vários edifícios da Baixinha.

Integrado no projecto de reabilitação urbana da Baixa de Coimbra, a Dryas Arqueologia efectuou um conjunto de trabalhos de caracterização prévia do património edificado do Quarteirão da Nogueira. Este trabalho, realizado em fase prévia ao inicio do projecto, contribui para a construção da história arquitectónica dos edifícios e para a eventual (re)definição de linhas de projecto no âmbito das fachadas dos edifícios a reabilitar.O Quarteirão da Nogueira integra-se na zona histórica da cidade, correspondente a uma área de expansão urbana medieval extra-muros, comummente designada por “Baixinha” e que nos últimos anos têm vindo a ser alvo de alguns projectos de reabilitação urbana.

Nesta área, designadamente na Rua Direita e Rua da Nogueira, decorreram em inícios do mês de Setembro trabalhos preparatórios de reabilitação de alguns edifícios, incluindo estudos de (1) caracterização prévia – Arqueologia e património; e (2) caracterização cromática de vários edifícios.

A área em apreço configura assim um espaço cuja história de construção se prolonga até aos dias de hoje, integrando um conjunto diversificado de edifícios de arquitectura civil com diferentes estados de conservação (alguns em ruína, outros alvo de remodelações mais recentes), sendo marcado maioritariamente por edifícios de modelo “casa alta e estreita”, com logradouro, fachadas estreitas, simples e desprovidas de elementos arquitectónicos de relevo, características comuns nesta área da cidade de Coimbra.

O estudo e identificação de cor de fachadas realizados na Rua Direita (n.º 105-109; 111-117; 119-121) e Rua da Nogueira (7-13; 15-19) procurou através da realização de pequenas sondagens identificar e registar cada camada de revestimento a tinta, permitindo compreender a sucessão de revestimentos a tinta de cada edifício. Reconheceram-se revestimentos de intervenções recentes com recurso a tinta de cor branca, sob os quais se identificaram revestimentos a tinta à base de cal que variam cromaticamente entre o azul claro, rosa claro e o amarelo utilizado essencialmente no rodapé.

Os trabalhos que as equipas Dryas têm vindo a desenvolver na Baixinha de Coimbra constituem mais uma oportunidade para reforçar a importância de desenvolver projectos de reabilitação baseados no conhecimento prévio do património edificado, cujo potencial informativo, nomeadamente no que respeita à história da Arquitectura e do urbanismo, são um forte contributo na preservação sustentável dos centros históricos em Portugal.



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