Acompanhamento DrnC’13



Concluiu-se o acompanhamento arqueológico do projecto Rede de Drenagens de Águas Residuais de Coimbra, onde a presença contínua da equipa Dryas garantiu a salvaguarda de impactos patrimoniais negativos em áreas de sensibilidade arqueológica reconhecida.

Os trabalhos decorreram desde o 3º trimestre de 2012 até início de Julho de 2013, em diversos pontos do concelho de Coimbra. O programa de trabalhos desenvolvido para a intervenção compreendia a monitorização contínua das tarefas de engenharia com afectação no solo, com vista à detecção de eventuais vestígios arqueológicos preservados, sua subsequente caracterização e proposta de eventuais medidas de minimização.

Os trabalhos realizaram-se em onze troços distintos da obra – Rua de Vale Meão (Coselhas); Travessa da rua da Eira (Vila Franca); Rua quinta do Outeiro e Fonte do Bem Feito (Taveiro); Rua do Futuro (Palheira); Rua Alto da Eira (Sargento-mor); Beco da Rua Central da Mesura (Santa Clara); Rua dos Lamigueiros (Banhos Secos); Rua Vale Pinheiro (Santa Clara); Rua dos Agueiros (S. Silvestre); Rua da Lapa (Cernache); Rua das Martianas e Bairro da EDP (Marcos dos Pereiros) – onde se procedeu à abertura de valas de infra-estruturas que resultaram quase sempre na observação de estratificações desprovidas de riscos arqueológicos significativos.

Porém, no Beco da Rua Central da Mesura foi identificada uma estrutura de condução de águas residuais, em alvenaria aparelhada, de cronologia integrável em inícios de século XX. A impossibilidade de alteração do trajecto da infra-estrutura determinou a aplicação imediata de um conjunto de medidas de minimização de impactes patrimoniais: (1) salvaguarda pelo registo e caracterização; (2) acompanhamento arqueológico do desmonte manual da zona a afectar directamente pela obra.

Estes procedimentos, de carácter eminentemente preventivo, permitem a execução de empreitadas com impacto significativo sobre o solo em áreas onde se prevê a possibilidade de identificação de vestígios arqueológicos preservados, sem descurar a salvaguarda patrimonial. A integração de um arqueólogo na equipa de trabalho, permite garantir a avaliação imediata de vestígios arqueológicos que venham a ser reconhecidos, o seu registo e a definição de soluções que garantam a continuidade das empreitadas sem perda de informação arqueológica ou impacto sobre bens patrimoniais relevantes.

Para além disso, o registo e a caracterização das estratificações reveladas por empreitadas desta natureza constituem, não só elementos fundamentais para o conhecimento mais aprofundado da realidade patrimonial e arqueológica das diferentes áreas do concelho, mas também ferramentas relevantes para o planeamento urbano e gestão estratégica do território.



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